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Prenúncio de Temporal

Antonio Fontoura

Letra

    Nuvens pesadas de chuva
    Num matiz de picumã
    Relâmpagos e curiscos
    Bordam o céu na manhã
    E um raio desce rasgando
    A copa de um tarumã

    Prenúncio de temporal
    Agita a vida campeira
    O gado procura abrigo
    No capão da corticeira
    E a cavalhada gaviona
    Relincha e vêm pra mangueira

    Oiga le, que tempo maula
    Que amanheceu relampeando
    No meu galpão em silencio
    Um amargo vou cevando
    Sem demora bate água
    Vou esperar chimarreando

    A fumaça do palheiro
    Com cheiro de figueirilha
    Mesclando o sabor do mate
    Jujado de maçanilha
    Lá fora derrama água
    De encharcar várzea e coxilha

    Depois da chuva os barreiros
    Vão erguendo seus ranchitos
    No galpão onde me abrigo
    Sigo mateando solito
    Contemplando a natureza
    Neste ritual tão bonito

    Composição: Eron Carvalho / Marcel Chagas. Essa informação está errada? Nos avise.

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