
Noite
Antonio Mourão
A relação confessional com a noite em “Noite” de Antonio Mourão
A música “Noite”, interpretada por Antonio Mourão, apresenta uma relação íntima e confessional entre o narrador e a noite, tratada como uma presença viva e acolhedora. A noite é personificada como confidente e mãe, capaz de guardar segredos, mágoas e sonhos aflitos. Isso fica claro em versos como “Noite, companheira dos meus gritos” e “Ó minha mãe de arvoredos”, nos quais a noite assume o papel de guardiã das dores e sentimentos mais profundos do narrador, reforçando o tom introspectivo e melancólico da canção.
A letra, escrita por Vasco de Lima Couto, foi pensada como um espaço de desabafo e reflexão. O narrador se define como “filho da noite”, alguém marcado pelas experiências das ruas e dos amores vividos, que encontra na noite o ambiente ideal para expor suas dores e saudades. A expressão “aves que abandonei” sugere sonhos ou amores perdidos, enquanto “gravei na minha pele as fontes da minha dor” mostra que o sofrimento é algo marcante e permanente. Ao longo da música, a noite é também descrita como um “rio de sonhos aflitos”, um espaço onde emoções reprimidas podem finalmente ser liberadas, e onde as canções do narrador funcionam como um canal de expressão e alívio. “Noite” transforma a solidão e a dor em poesia, mostrando como o fado pode expressar sentimentos universais de perda, saudade e busca por consolo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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