
Coco da Bicharada
Antonio Nóbrega
Crítica social e humor em “Coco da Bicharada” de Antonio Nóbrega
Em “Coco da Bicharada”, Antonio Nóbrega utiliza a inversão de papéis entre humanos e animais para criar uma sátira social envolvente. Ao apresentar uma cidade onde “gente lá não tem valia / como bicho é tratada”, o artista propõe uma reflexão sobre as hierarquias e o valor que atribuímos às diferentes formas de vida. Nesse universo, os animais assumem comportamentos e funções humanas, enquanto as pessoas perdem seu protagonismo, o que provoca tanto o riso quanto o questionamento sobre quem realmente detém o poder e quem é subjugado na sociedade.
A letra traz situações absurdas e cômicas, como “vi mosca de camisola”, “vi cavalo num debate” e “um preá capitalista / emprestar dinheiro a juro”. Esses exemplos usam o humor e o nonsense para expor as contradições e exageros do comportamento humano. Profissões, hábitos e até vícios são atribuídos aos bichos, criando um espelho divertido da sociedade. A menção à “palmatória”, que “quebra tudo, quebra perna / só não quebra opinião”, reforça a ideia de que, apesar da repressão, a liberdade de pensamento resiste.
Ao escolher o coco, ritmo tradicional nordestino, Nóbrega valoriza a cultura popular e a oralidade, tornando a crítica social acessível e envolvente. A letra, cheia de imagens inusitadas e trocadilhos, convida o ouvinte a rir, mas também a enxergar, por trás da brincadeira, uma crítica bem-humorada à ordem social e à forma como enxergamos o mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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