Azul Profundo
Antônio Santos, O Compositor Do Sertão
Eu sigo o caminho, sentindo o peso do passo
Aprendi que o que é firme não se entrega ao azar
Mas ouvi dizer que existe um mundo de assombro
Onde a estrada termina e começa o mar
Olho pro horizonte, onde a vista se perde
Num silêncio que grita e não quer me escutar
Guardei as palavras que o vento não leva
Pra quem sabe a hora de se reencontrar
Não é medo, não é sorte, é apenas o rumo
Que a vida desenha em linhas de sal
É o preço da calma, é o brilho do abismo
No encontro do simples com o fundamental
É que eu trago um oceano dentro do peito
Uma maré que insiste em me levar
Sou feito de pressa, de tempo e jeito
Mas meu sonho é profundo, azul da cor do mar
Dizem que o tempo não pede licença pra entrar
Ele abraça o que sobra, o que a gente esqueceu
Colei os pedaços de um verso antigo
A tinta falhou, mas a alma escreveu
Buscando abrigo no meio da névoa
Entre o que eu perdi e o que ainda é meu
Se eu pudesse levar minha voz e o cantar
Até onde o céu mergulha no fim do que é meu
É que eu trago um oceano dentro do peito
Uma maré que insiste em me levar
Sou feito de pressa, de tempo e jeito
Mas meu sonho é profundo, azul da cor do mar
Azul
Como o que eu guardo
Azul da cor do mar



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