
Visões-ficções (nostradamus)
António Variações
Catástrofe e imaginação em “Visões-ficções (nostradamus)”
Em “Visões-ficções (nostradamus)”, António Variações explora o fascínio e o medo diante do futuro, misturando imagens apocalípticas com uma reflexão sobre a própria tendência humana de criar cenários catastróficos. Logo no início, versos como “Já vejo o mar a crescer / Onda gigante a varrer / Só vejo corpos a boiar” apresentam um cenário de destruição, remetendo tanto a desastres naturais quanto ao imaginário popular alimentado por filmes e profecias. O título faz referência direta a Nostradamus, famoso por suas previsões sombrias, e reforça o clima de inquietação coletiva diante do desconhecido.
No entanto, a música vai além da simples descrição de tragédias. Ao perguntar “Ai, que eu estou a delirar / O que é que eu estou a inventar?”, o narrador reconhece que essas visões podem ser fruto de exageros ou invenções, influenciadas por narrativas do cinema e pelas “velhas profecias”. Variações sugere que o medo do futuro é construído tanto por histórias fictícias quanto por crenças populares, e que a linha entre previsão e imaginação é muito tênue. Ao repetir “Não vos quis impressionar”, ele ironiza o impacto dessas imagens, questionando se somos vítimas ou cúmplices desse espetáculo de medos. Assim, a canção propõe uma reflexão sobre como criamos e consumimos visões do futuro, muitas vezes mais baseadas em ficção do que em realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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