
Chamateia
António Zambujo
Tradição e resistência insular em "Chamateia" de António Zambujo
"Chamateia", interpretada por António Zambujo, explora como a dança tradicional açoriana serve tanto como expressão cultural quanto como refúgio emocional para quem vive nas ilhas. O verso “No berço que a ilha encerra / Bebo as rimas deste canto” mostra a forte ligação do eu lírico com as raízes e tradições locais. Já “Nada a razão do meu pranto” revela uma melancolia presente, típica do sentimento de saudade e do isolamento que marcam a vida insular.
A menção à "chamateia" e à "chamarrita" — danças típicas dos Açores — reforça o papel da música e da dança como formas de resistência e esperança. Quando a letra afirma “E mesmo a dor mais sentida / Dá lugar à chamateia”, fica evidente que, apesar das dificuldades do cotidiano, como a escassez sugerida em “jantar serve de ceia”, a tradição coletiva oferece alívio e superação. O trecho “Eu quero é contradizer / O aperto desta bruma / Que às vezes me quer vencer” utiliza a "bruma" como metáfora para os desafios e a tristeza, mostrando que a dança é uma maneira de renovar o ânimo. O fato de a canção ser uma adaptação de um tema tradicional reforça o sentimento de nostalgia e pertencimento, enquanto a interpretação de Zambujo traz uma atmosfera acolhedora e esperançosa, mesmo diante da melancolia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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