
Para Que Quero Eu Olhos
António Zambujo
A saudade e a devoção em “Para Que Quero Eu Olhos”
Em “Para Que Quero Eu Olhos”, António Zambujo explora a dor da saudade e a inutilidade dos sentidos diante da ausência do ser amado. Logo no início, a referência a Santa Luzia, padroeira dos olhos em Portugal, reforça esse sentimento. Ao cantar “Para que quero eu olhos, Senhora Santa Luzia, se eu não vejo o meu amor nem de noite nem de dia”, Zambujo expressa que, sem a presença da pessoa amada, até mesmo a visão perde o sentido. Essa invocação religiosa tradicional intensifica o drama da separação e destaca como o amor pode ser essencial para dar significado à vida cotidiana.
A letra também traz versos como “Oh és tão linda, és tão formosa, como a fresca rosa que no jardim vi”, comparando a beleza da amada à delicadeza de uma rosa, símbolo de perfeição e fragilidade. O pedido “Oh dá-me um beijo pra matar o desejo que sinto por ti” revela o desejo intenso de proximidade, mostrando que a saudade é tanto física quanto emocional. A mistura do fado com o cante alentejano, característica do trabalho de Zambujo, acentua a melancolia e a sinceridade dos sentimentos, tornando a canção uma homenagem autêntica ao amor ausente e à esperança de reencontro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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