Colorada
Apparicio Silva Rillo
Violência e memória histórica em “Colorada” de Apparicio Silva Rillo
A música “Colorada”, de Apparicio Silva Rillo, retrata de forma direta a violência da Revolução Federalista de 1893, destacando a prática da degola, conhecida como “gravata colorada”, como símbolo da brutalidade do conflito. O termo “colorada” faz referência ao lenço vermelho usado pelos maragatos, reforçando a identidade desse grupo e a ligação entre a cor do lenço e o sangue derramado. O verso “Se o lenço era colorado, o novo é da mesma cor” mostra como a violência se repete, criando um ciclo marcado pela cor e pelo sofrimento.
A canção também questiona a linha tênue entre herói e bandido, como nos versos “Quem mata chamam bandido, / Que morre chamam herói / ... o que dói em quem morre, / Na mão que abate não dói”. Essa passagem evidencia como as narrativas históricas podem ser arbitrárias e como o sofrimento é muitas vezes ignorado por quem está no poder. O tom sóbrio e a linguagem regional reforçam o retrato de uma época em que a guerra era “de irmão contra irmão” e a morte se tornava algo comum, com prisioneiros raramente poupados. Ao afirmar que “os morto voltava, / E governava os vivo até nas eleicão”, a letra sugere que os traumas e as marcas da guerra continuam influenciando a sociedade, mostrando que as consequências do conflito vão além do campo de batalha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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