
A Mulher do Leiteiro
Aracy de Almeida
Cotidiano e crítica social em “A Mulher do Leiteiro”
“A Mulher do Leiteiro”, interpretada por Aracy de Almeida, utiliza o formato de marchinha carnavalesca para abordar, de forma leve e bem-humorada, a sobrecarga de trabalho enfrentada por muitas mulheres nos anos 1940. A letra destaca as diversas funções da esposa do leiteiro: “passa, lava e cose / E controla a freguesia / E ainda lava as garrafas vazias”. Esses versos mostram que, além das tarefas domésticas, ela também assume responsabilidades no negócio do marido, algo comum na época, mas raramente reconhecido ou valorizado socialmente.
O refrão “E a mulher dele / Que trabalha até demais / Diz que tudo que ela faz / Ainda é café pequeno” ironiza a forma como o esforço feminino é minimizado, mesmo diante de tanto trabalho. O humor presente na canção, típico das marchinhas de Carnaval, suaviza a crítica social, tornando a mensagem acessível e divertida, mas sem perder a força ao evidenciar a desigualdade de gênero e a invisibilidade do trabalho da mulher. O sucesso da música no Carnaval de 1942 mostra como temas do cotidiano, tratados com leveza e sátira, podem estimular a reflexão sobre questões sociais importantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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