
Chuva
Aragão
A leveza da saudade em "Chuva" de Aragão
Em "Chuva", Aragão aborda o fim de um relacionamento de forma leve e irônica ao transferir para a chuva a responsabilidade pelas lembranças e emoções que insistem em voltar. Ao dizer “Era suposto eu ficar calado / Mas a chuva não deixou e trouxe a saudade”, o artista transforma o clima em um cúmplice involuntário, justificando a dificuldade de seguir em frente. A chuva, nesse contexto, simboliza as memórias que o eu lírico tenta superar, mas que acabam sendo revividas a cada gota e a cada som na janela.
A letra mistura nostalgia e leveza, reconhecendo a beleza do que foi vivido, mas também a impossibilidade de voltar atrás: “Momentos são momentos, lindo foi o que vivemos e esse clock já não volta atrás”. O desejo de reviver o passado aparece em imagens como “dar um moonwalk na vida” ou “darmos um rolê na Lua”, expressando vontade de recomeçar de forma divertida, mas também a consciência de que isso não é possível. O refrão reforça a ideia de que a culpa é da chuva por não deixar as lembranças secarem, trazendo à tona fotos queimadas e até “dar um zoom” nelas, intensificando a saudade. No final, Aragão admite que culpar a chuva é uma forma de evitar encarar a própria responsabilidade ou a da ex-parceira: “A culpa não é minha nem é tua / É covardia, mas eu vou culpar a chuva”. Assim, a música equilibra melancolia e humor, tornando mais leve o peso das lembranças e da saudade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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