
Luz do Repente
Arlindo Cruz
Força e autenticidade feminina em "Luz do Repente"
"Luz do Repente", de Arlindo Cruz, celebra a força e o protagonismo da mulher negra no samba, especialmente no universo do pagode, onde o improviso é um dos elementos mais valorizados. O verso “Eu sou partideira da pele mais negra / Que venho e que chego para improvisar” faz uma homenagem direta a Jovelina Pérola Negra, referência fundamental do samba, reconhecida por sua autenticidade e presença marcante. O termo “luz do repente” representa a inspiração súbita e brilhante que surge no improviso, reforçando que o verdadeiro talento aparece de forma espontânea, sem necessidade de ostentação, como em “Sem vacilar, sem me exibir, só vim mostrar o que aprendi”.
A letra também destaca a importância do respeito e da hierarquia no samba, como no trecho “Na lei do pagode, só versa quem pode / Quem sabe somar e não subtrair”, indicando que apenas quem tem conhecimento e experiência pode improvisar de verdade. Ao se comparar a uma “fina esmeralda”, a cantora afirma sua singularidade e valor próprio, enquanto a menção à “pérola negra” faz referência ao apelido de Jovelina, ressaltando sua importância e legado. Assim, "Luz do Repente" é uma homenagem à autenticidade, ao improviso e à força da mulher negra no samba, transmitindo orgulho e respeito pelas raízes do gênero.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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