
Quem sabe de mim sou eu
Arlindo Cruz
Resiliência e autenticidade em "Quem sabe de mim sou eu"
"Quem sabe de mim sou eu", de Arlindo Cruz, aborda de forma direta e bem-humorada o peso das responsabilidades do dia a dia, especialmente para quem precisa "segurar a marimba" — expressão popular que significa aguentar as dificuldades sem deixar a situação desandar. O verso “firmo na curimba pra corda não rebentar” reforça essa ideia de resistência, trazendo a referência à curimba, que são cantos e percussão em rituais de religiões afro-brasileiras, para mostrar que, além do esforço físico, existe uma busca por força espiritual. A menção a Ogum, orixá da proteção e da luta, evidencia essa dimensão espiritual como apoio diante dos desafios.
A letra retrata a rotina de quem se desdobra para garantir o sustento da família, assumindo inclusive tarefas tradicionalmente femininas, como em “viro Maria, piloto fogão todo dia”. Esse trecho revela tanto a quebra de estereótipos quanto a urgência de sobreviver. O tom descontraído aparece quando o narrador admite que nem seu “santo de fé” acredita mais que o relacionamento vai durar, misturando humor e resignação diante das dificuldades afetivas. Ao final, a música sugere que, diante de tanta pressão, o melhor é agir com calma para evitar que “a peteca caia”, reforçando a mensagem de resiliência e autenticidade de quem conhece suas próprias batalhas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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