
É Religião
Arlindo Cruz
O samba como expressão sagrada em “É Religião” de Arlindo Cruz
Em “É Religião”, Arlindo Cruz transforma o samba em uma verdadeira prática espiritual, destacando sua importância na cultura carioca. Ao se referir a Zeca Pagodinho como “Santo” e a Jorge Aragão como “São Jorge”, Arlindo eleva grandes nomes do samba ao status de figuras sagradas. Essa escolha reforça a ideia de que o samba vai além da música: é um elo de identidade, devoção e pertencimento coletivo. A metáfora se conecta à vivência religiosa do próprio Arlindo, praticante do candomblé, que costuma misturar elementos de sua fé com o universo do samba. Isso aparece claramente quando ele descreve o Rio de Janeiro como um “terreiro onde o samba não para”, associando o espaço sagrado das religiões afro-brasileiras ao ambiente do samba na cidade.
A letra também ressalta o poder de união do samba, citando diferentes regiões do Rio – “Subúrbio, Zona Sul, a Lapa” – e comparando o desfile das escolas de samba a uma procissão, onde todos participam como em um ritual coletivo. Ao afirmar que “o Partido Alto também é forma de oração”, Arlindo mostra o samba como expressão de fé, resistência e celebração da vida, especialmente para quem enfrenta as dificuldades do cotidiano. O tom descontraído e orgulhoso da música celebra o samba como patrimônio cultural e espiritual, e a brincadeira ao chamar a “roda de samba” de “a maior invenção desde a roda” destaca a importância desse encontro para a cultura do Rio e do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Arlindo Cruz e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: