
Boi Tatá
Arlindo Junior
O folclore amazônico e o mistério em “Boi Tatá”
A música “Boi Tatá”, de Arlindo Junior, explora a relação entre medo e fascínio diante do desconhecido, tendo o Boitatá como figura central. O verso “Um brilho no rio / Em noite escura é fogo fátuo” faz referência ao fenômeno natural do fogo-fátuo, que, no imaginário popular, está ligado à presença do Boitatá. Essa conexão reforça o aspecto misterioso e sobrenatural da entidade, que, segundo o folclore brasileiro, protege campos e águas contra ameaças como incêndios e invasores. A letra também apresenta nomes alternativos para o Boitatá, como “cobra grande, boiaçú, boiúna, sucurijú”, destacando a diversidade das lendas amazônicas e a força protetora atribuída a essa criatura.
A canção cria uma atmosfera de suspense e respeito, especialmente em versos como “Corre no corpo o arrepio / O sangue nas veias fica frio / O fogo que a água não apaga”. O Boitatá é retratado como uma presença poderosa, capaz de provocar temor, mas também de iluminar e proteger, como em “Um facho de luz ilumina a escuridão”. O contexto do Festival Folclórico de Parintins e o papel de Arlindo Junior como divulgador da cultura amazônica reforçam o tom de celebração das tradições regionais. Assim, “Boi Tatá” vai além de contar uma lenda: exalta a força e o mistério da natureza amazônica, convidando o ouvinte a respeitar e admirar o que não se pode compreender totalmente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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