
Cachimbo
Arnaldo Antunes
Reflexão social e ironia em “Cachimbo” de Arnaldo Antunes
Em “Cachimbo”, Arnaldo Antunes dá voz ao próprio cachimbo, transformando o objeto em narrador de sua existência e de seu papel social. A letra utiliza frases como “Sou a madeira que sempre fico na beira” e “Chaminé dos inocentes” para mostrar, com ironia, como o cachimbo é um objeto simples e marginalizado, mas que circula por diferentes ambientes e classes sociais, sendo usado por todos, de “saci a magistrado”. Essa perspectiva revela que o cachimbo, apesar de ser visto como algo menor ou marginal, é um símbolo de resistência e sobrevivência, mesmo sendo “carimbado e mau vestido” e sem saber “qual é meu rumo”.
A música explora duplos sentidos e metáforas, especialmente ao abordar temas como dependência, vício e exclusão. Trechos como “No meu fornilho se deita qualquer tabaco / A chupada me faz fraco / Sou um verdadeiro pito” sugerem tanto a relação de dependência entre o objeto e o usuário quanto possíveis referências à marginalidade. Já em “Será que é só pra manter o combinado / Que pra ter um chupador / Ter que nascer um já chupado?”, a letra brinca com a ideia de destino e repetição, usando humor e ironia para questionar padrões sociais. O refrão “Tá assustado?” desafia o ouvinte a refletir sobre essas ambiguidades, tornando a canção uma crítica leve, mas incisiva, sobre exclusão, desejo e sobrevivência, com a marca da poesia coloquial de Arnaldo Antunes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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