
Mal Nenhum
Arnaldo Antunes
Solidão e autossabotagem em "Mal Nenhum" de Arnaldo Antunes
Em "Mal Nenhum", Arnaldo Antunes aborda o tema da autodestruição de forma direta e irônica, mostrando que o verdadeiro perigo está voltado para si mesmo, não para os outros. O verso "Eu não posso causar mal nenhum / A não ser a mim mesmo" resume essa ideia central, destacando a autossabotagem e o conflito interno do personagem. A repetição da palavra "mal" ao longo da música reforça esse ciclo de sofrimento autoimposto.
A letra traz imagens marcantes, como "esmurrar a faca" e "dar tiros a esmo / ferindo sempre o mesmo cego coração", que ilustram a dificuldade de romper padrões autodestrutivos e a recorrência da dor emocional. O pedido para não chamar o síndico, a polícia ou o hospício, com um tom irônico, critica a tendência da sociedade de reagir de forma exagerada ao sofrimento alheio, sem compreender sua origem íntima. O trecho "me deixem bicho acuado / por um inimigo imaginário" expressa a sensação de paranoia e isolamento, enquanto "quebrando objetos inúteis / como quem leva uma porrada" mostra a tentativa de aliviar a dor interna por meio de gestos impulsivos. A poesia de Arnaldo Antunes, marcada pelo jogo de palavras e musicalidade, transforma a solidão e o sofrimento em temas universais, tornando a canção facilmente identificável para quem já enfrentou conflitos internos semelhantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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