
Para Lá
Arnaldo Antunes
Reflexão sobre permanência e mudança em "Para Lá"
Em "Para Lá", Arnaldo Antunes explora o contraste entre a permanência da natureza e a transitoriedade das experiências humanas. A montanha, que "fica lá", simboliza aquilo que permanece inalterado, mesmo quando tudo ao redor está em constante transformação. Trechos como “cada eco leva uma voz adiante” e “de dentro do segundo seguinte que só por um momento será antes” destacam a passagem do tempo e a efemeridade dos acontecimentos, enquanto a montanha se mantém imóvel, servindo como ponto de referência para o que é duradouro.
As metáforas presentes na letra, como “se toda escada esconde uma rampa” e “ampara o horizonte uma ponte”, sugerem que há sempre algo além do que se vê à primeira vista. Essas imagens convidam o ouvinte a refletir sobre o que está além da superfície, incentivando uma postura contemplativa diante do mundo. A colaboração entre Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto, ambos reconhecidos por sua sensibilidade poética, reforça esse clima de introspecção. "Para Lá" propõe, assim, uma reflexão sobre o olhar, o tempo e a busca de sentido diante do que permanece e do que se transforma.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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