
Desce
Arnaldo Antunes
Carnaval e igualdade social em "Desce" de Arnaldo Antunes
Em "Desce", Arnaldo Antunes utiliza o contexto do carnaval para questionar as hierarquias sociais e propor uma aproximação entre pessoas de diferentes classes. A música convida figuras idealizadas, como "rainha" e "princesa", a deixarem seus lugares de destaque e se juntarem à festa popular. Expressões como "desce do trono" e "desce do seu pedestal" funcionam como metáforas claras para a quebra de distanciamentos e privilégios, sugerindo que, durante o carnaval, as diferenças de status perdem importância.
A letra também desconstrói imagens de perfeição e distância, como em "Desce do cartão postal" e "Não é o altar que te faz mais divina / Deus também desce do céu". Aqui, Arnaldo Antunes reforça que a verdadeira beleza está na vivência coletiva e no contato direto entre as pessoas, não na adoração ou no isolamento. O tom direto e descontraído, especialmente em "Porque não deixa de tanta frescura / E vem para a rua também?", reforça o convite à participação e à inclusão. Assim, "Desce" propõe uma reflexão sobre igualdade e pertencimento, mostrando o carnaval como um espaço onde todos podem se encontrar no mesmo nível, livres de barreiras sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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