
E Estamos Conversados
Arnaldo Antunes
Crítica à tagarelice social em “E Estamos Conversados”
Em “E Estamos Conversados”, Arnaldo Antunes faz uma crítica direta à superficialidade e à invasão de privacidade nas conversas do dia a dia. Ele usa ironia ao comparar as falas das pessoas a “uma abelha, ou qualquer outra coisa pentelha”, mostrando o incômodo causado por fofocas, cochichos e reclamações sobre a vida dos outros. O trecho “sobre as vidas alheias, ou como elas são feias, ou como estão cheias de tanto esconderem segredos que todo mundo já sabe, ou se não sabe desconfia” reforça como essas conversas são vazias, girando em torno de julgamentos e especulações que pouco acrescentam.
O narrador expressa o desejo de se afastar desse ambiente barulhento ao afirmar que só quer ouvir “rádio, vitrola, gravador”, rejeitando campainha, telefone e secretária eletrônica. Essa escolha representa a busca por introspecção e controle sobre o que se escuta, em contraste com a exposição involuntária às conversas alheias. O verso final, “Quem quiser papo comigo tem que calar a boca enquanto eu fecho o bico. E estamos conversados.”, resume o tom direto e descontraído da música, deixando claro que o silêncio e o afastamento são formas de preservar a paz e a autenticidade diante da tagarelice social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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