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Dizem (Quem Me Dera)

Arnaldo Antunes

Contradições do progresso em "Dizem (Quem Me Dera)"

"Dizem (Quem Me Dera)", de Arnaldo Antunes, explora de forma irônica o contraste entre o discurso otimista sobre o progresso humano e a persistência de problemas fundamentais. A repetição da palavra "dizem" ao longo da música revela um ceticismo diante das afirmações de que o mundo está melhor, como em “O mundo está bem melhor / Do que há cem anos atrás, dizem” e “Temos inteligência / Pra acabar com a violência, dizem”. Esses versos mostram que, apesar dos avanços tecnológicos e sociais, ainda existe uma distância entre as promessas de melhoria e a realidade, marcada por guerras e medos que continuam presentes.

O refrão “quem me dera / não sentir mais medo / quem me dera / não me preocupar” expressa um desejo sincero por um mundo mais seguro, em contraste com o otimismo superficial das promessas de progresso. A música também ironiza a confiança exagerada na tecnologia e nas utopias de harmonia, como nos versos sobre “encontrar novos planetas / pra fazermos filiais” e a união de “deuses e ciência”. Por isso, a canção é frequentemente citada em debates sobre a sociedade contemporânea, ao abordar as contradições entre avanços e desafios persistentes, equilibrando esperança e dúvida de forma clara e acessível.

Composição: Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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