
Lágrimas no Mar (part. Vitor Araújo)
Arnaldo Antunes
Relações e impermanência em "Lágrimas no Mar (part. Vitor Araújo)"
"Lágrimas no Mar (part. Vitor Araújo)", de Arnaldo Antunes, aborda a aceitação tranquila da impermanência nos relacionamentos. A canção destaca que tanto o amor quanto a amizade podem sobreviver a despedidas e conflitos, sem a necessidade de garantias. O trecho “Pode ser pra toda vida / Mas também pode acabar / Numa triste despedida / Ou talvez deva durar” expressa essa dualidade, refletindo o clima de incerteza e vulnerabilidade vivido durante a pandemia, período em que a música foi composta. O álbum, criado em meio ao isolamento, carrega o desejo contido de chorar, o que reforça o tom de esperança e fragilidade presente na letra.
A metáfora das “lágrimas no mar” sugere que as dores pessoais se diluem em algo maior, tornando-se parte de um ciclo natural de perdas e recomeços. Isso se conecta à ideia de que “todo fim é um início / nunca pense no pior”, transmitindo uma mensagem de resiliência e renovação. O arranjo minimalista, com o piano de Vitor Araújo evocando diferentes timbres, intensifica a atmosfera introspectiva e acolhedora. Imagens como “a onda, a correnteza, o céu / areia, a Lua cheia, o Sol” ampliam o sentido de continuidade e transformação. Assim, a música propõe um olhar generoso sobre as relações, onde o amor flui livremente, sem cobranças, como a água que evapora e retorna em forma de chuva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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