
Será Que Eu Vou Virar Bolor?
Arnaldo Baptista
Reflexão sobre autenticidade em "Será Que Eu Vou Virar Bolor?"
Em "Será Que Eu Vou Virar Bolor?", Arnaldo Baptista expõe seu medo de se tornar ultrapassado e irrelevante, usando a metáfora do "bolor" para falar sobre o risco de perder sua identidade artística. A música reflete a insatisfação de Arnaldo com as mudanças no rock dos anos 1970, especialmente quando ele diz: “não gosto do Alice Cooper / Onde é que está meu rock’n’roll?”. Aqui, ele critica a transformação do gênero, que naquele período se tornava mais teatral e comercial, afastando-se da liberdade criativa que ele valorizava nos tempos dos Mutantes.
A menção à NASA e ao “disco voador” reforça o sentimento de deslocamento, sugerindo que até os sonhos de inovação e aventura parecem ter sido apropriados por instituições distantes da sua realidade. O verso “Eu acho, eu vou voltar pra Cantareira” traz um tom nostálgico, remetendo ao período em que os Mutantes viviam em comunidade na Serra da Cantareira, um tempo marcado pela experimentação artística e liberdade. O apego ao passado, aos sonhos e à “velha motocicleta” mostra o conflito entre o desejo de manter a autenticidade e a pressão de se adaptar a um mundo em constante mudança. O questionamento “Será que eu vou morrer de dor? / Será que eu vou virar bolor?” resume a angústia de Arnaldo diante da possibilidade de perder relevância, tornando a música um retrato honesto de vulnerabilidade e resistência criativa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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