
Em Cima Daquele Morro
Arnaud Rodrigues
Crítica ambiental e autodestruição em “Em Cima Daquele Morro”
Em “Em Cima Daquele Morro”, Arnaud Rodrigues faz uma crítica direta à destruição ambiental e à indiferença da sociedade diante desse problema. A repetição dos versos “Paca, tatu, cotia, não / Não tem na serra não / Ah, porque nêgo mata!” destaca a extinção de animais silvestres e denuncia a ação humana como principal responsável por esse desaparecimento. O uso do termo “nêgo” funciona como uma crítica generalizada ao ser humano, apontando tanto para a ignorância quanto para a ganância que levam à devastação da natureza. Lançada em 1976, a música se destaca por abordar questões ecológicas em uma época em que o debate ambiental ainda era pouco discutido no Brasil.
A letra constrói uma narrativa de perda e silêncio: animais e plantas somem, o canto do sabiá e o barulho da cascata desaparecem, e até a colheita é prejudicada pela ação predatória do homem. Frases como “E ninguém disse nada!” e “Ah, porque nêgo cata!” reforçam a ideia de passividade coletiva diante da destruição. O verso “Onde a inteligência impera / É que se dá coisa pior” sugere que o avanço tecnológico, em vez de proteger, acaba acelerando a degradação ambiental. No refrão final, “Nêgo tá matando a mata / Nêgo tá matando nêgo!”, a crítica se amplia: ao destruir a natureza, o ser humano também ameaça a própria sobrevivência, mostrando que a violência contra o meio ambiente é, no fundo, autodestrutiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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