Distopia
Arosa
Crítica ambiental e pessimismo em “Distopia” de Arosa
Em “Distopia”, Arosa constrói uma crítica direta à destruição ambiental causada pela ação humana. A repetição da expressão “senegalesco, surreal” destaca o absurdo e a gravidade da situação, criando uma sensação de estranhamento diante da devastação. Metáforas como “dinamitaram as serras” e “deixaram o solo insosso” reforçam a denúncia contra a exploração desenfreada dos recursos naturais. Trechos como “pelaram toda a pestana do rio que virou canal” e “secaram o aguaceiro, janeiro a janeiro” ilustram a transformação drástica dos ecossistemas, que se tornam estéreis e artificiais devido à intervenção humana.
O título “Distopia” já antecipa o tom sombrio da música, que denuncia a arrogância do ser humano ao se considerar “ser primaz” e ignorar os sinais de degradação ambiental. A repetição de “por séculos e séculos” sugere que esse processo destrutivo é contínuo e histórico. Expressões como “de longe, cicatrizes / de perto, incertezas” apontam para as marcas visíveis e as consequências imprevisíveis das ações humanas. Já frases como “mexeu no que tava quieto” e “soltaram o que tava morto” evidenciam a irresponsabilidade de interferir em processos naturais. Assim, a música alerta para um futuro distópico que já começa a se formar a partir das escolhas atuais, reforçando a urgência de repensar a relação da humanidade com o meio ambiente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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