
Diversões Eletrônicas
Arrigo Barnabé
A crítica urbana e irônica em “Diversões Eletrônicas”
“Diversões Eletrônicas”, de Arrigo Barnabé, retrata de forma direta e irônica a vida noturna e marginalizada das grandes cidades brasileiras no final dos anos 1970. A letra vai além de apenas descrever o ambiente dos fliperamas e bares: ela transforma esses espaços em símbolos da alienação e da decadência urbana. Expressões como “antro sujo” e a repetição do “balcão de fórmica vermelha” reforçam a sensação de um cotidiano impessoal e desgastado, onde as pessoas buscam prazer imediato como forma de escapar da solidão e do desencanto.
O contexto da Vanguarda Paulista e a influência das histórias em quadrinhos aparecem na construção de personagens quase caricatos, como o bêbado solitário, a mulher que “entregava toda sua grana prum boyzinho sacana” e o ex-motorista de autorama, agora viciado em máquinas de corrida. Esses personagens são apresentados de forma irônica, como anti-heróis urbanos, e a letra critica a superficialidade e a violência das relações, especialmente ao mencionar o “tratamento violento que dispensava a suas amantes”. O desfecho, com a mulher sorrindo perversamente ao ver o bêbado caído, reforça o tom de desencanto e crueldade, mostrando que a diversão eletrônica e a vida noturna são, na verdade, reflexos da degradação e do vazio existencial das metrópoles.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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