
Sabor de Veneno
Arrigo Barnabé
Desejo e perigo urbano em "Sabor de Veneno" de Arrigo Barnabé
Em "Sabor de Veneno", Arrigo Barnabé explora a tensão entre desejo e perigo ao retratar o fascínio do narrador por uma mulher de "balanço diferente". A expressão "sabor de veneno" no beijo dessa figura misteriosa simboliza o risco envolvido em relações intensas, característica marcante da Vanguarda Paulista e do ambiente urbano de São Paulo nos anos 1970. O trecho “tem um jeito de sorrir, de falar, de olhar / Que me deixa louco” mostra como a atração é acompanhada por uma sensação de ameaça, sugerindo que o envolvimento pode trazer consequências imprevisíveis ou dolorosas.
O verso “Meio amargo do futuro / Sabor de veneno” reforça essa ambiguidade, indicando que o prazer do momento está ligado a uma antecipação amarga, possivelmente refletindo a incerteza e a dureza da vida nas grandes cidades, tema recorrente na obra de Arrigo Barnabé. A menção à personagem ter vindo “da lua / Ou se veio de marte me capturar” acrescenta um tom de estranhamento e deslocamento, ampliando o mistério e conectando a canção ao clima experimental da época. Assim, "Sabor de Veneno" utiliza a metáfora do beijo perigoso para refletir sobre relações intensas e sobre a experiência urbana, onde fascínio e ameaça coexistem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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