
Na Baixa do Sapateiro
Ary Barroso
Saudade e identidade baiana em "Na Baixa do Sapateiro"
"Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso, retrata a saudade de um amor perdido entrelaçada à nostalgia de Salvador, especialmente à famosa rua dos sapateiros. O verso “Bahia que não me sai do pensamento” mostra como as lembranças da cidade e da morena se misturam, tornando-se inseparáveis para o narrador. Composta em 1938, a música reflete o contexto de valorização das raízes nacionais, celebrando a Bahia como símbolo de felicidade e autenticidade brasileira. Essa idealização aparece tanto na figura da morena quanto no ambiente local descrito na canção.
A letra usa uma linguagem simples e direta, com expressões como “amô bobagem que a gente não explica” e “prova um bocadinho, fica envenenado”, que mostram o amor como algo irresistível, mas também doloroso. A recusa da morena – “Pedi-lhe um beijo, não deu / Um abraço, sorriu / Pedi-lhe a mão, não quis dar, fugiu” – reforça o tom de lamento, mas sem amargura, trazendo uma saudade leve e bem-humorada. O pedido ao “Sinhô do Bonfim” para encontrar outra morena igual mistura fé, cultura local e esperança de reviver a felicidade. O sucesso internacional da música, especialmente na versão "Baía", mostra como esse sentimento de saudade e a exaltação da Bahia têm apelo universal, ultrapassando fronteiras culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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