
Folha Morta
Ary Barroso
Solidão e vulnerabilidade em "Folha Morta" de Ary Barroso
Em "Folha Morta", Ary Barroso utiliza a imagem da "folha morta que a corrente transporta" para expressar um profundo sentimento de impotência diante da vida. Essa metáfora central representa não só a solidão, mas também a sensação de ser levado pelos acontecimentos sem conseguir reagir, reforçando o desamparo e a falta de controle sobre o próprio destino. Esses temas são característicos do samba-canção e aparecem com frequência na obra de Ary Barroso, especialmente no contexto histórico em que a música foi composta.
O lamento repetido "Oh, Deus! Como eu sou infeliz!" intensifica o tom de tristeza e resignação da canção. Versos como "Vivo à margem da vida / Sem amparo ou guarida" deixam claro o isolamento social e emocional do narrador. O contraste entre o passado, cheio de "amores", "carinhos" e "sonhos", e o presente, marcado por "dissabores" e "caminhos tristonhos", reforça a ideia de perda e desencanto. O pedido por "um minuto apenas pra mostrar minhas penas" revela o desejo de ser compreendido, mesmo que por pouco tempo, diante de uma existência infeliz. Assim, a canção se destaca como um retrato sensível da melancolia e da vulnerabilidade humana, o que explica seu impacto duradouro na música popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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