Tourada
Ary Dos Santos
Crítica social e resistência em “Tourada” de Ary Dos Santos
“Tourada”, de Ary Dos Santos, utiliza a metáfora da arena para criticar de forma sutil e inteligente a sociedade portuguesa durante o Estado Novo. A letra apresenta um desfile de personagens como “guizos chocas e capotes”, “espadas chifres e derrotes” e até “poetas”, que representam tanto os participantes da tourada quanto figuras sociais e políticas do regime. Dessa forma, a música sugere que todos fazem parte de um grande teatro de opressão e hipocrisia, expondo as contradições do sistema sem que a censura percebesse a crítica.
O trecho “Nós vamos pegar o mundo / Pelos cornos da desgraça / E fazermos da tristeza / Graça” resume o espírito de resistência do povo português, mostrando a capacidade de transformar sofrimento em humor e criatividade mesmo sob repressão. Já o verso “E diz o inteligente / Que acabaram as canções” ironiza a tentativa do regime de silenciar a arte e a crítica, enquanto a própria existência da música prova o contrário. Ao usar a tourada como metáfora, Ary dos Santos e Fernando Tordo conseguiram driblar a censura, tornando “Tourada” um símbolo de ousadia e resistência artística, onde cada elemento da letra carrega um duplo sentido, refletindo tanto o espetáculo popular quanto a encenação política do país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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