exibições de letras 27.201

Halloweenie III: Seven Days

Ashnikko

Em “Halloweenie III: Seven Days”, horror e identidade

Ashnikko transforma “The Twelve Days of Christmas” (Os Doze Dias de Natal) em calendário macabro e cola por cima o fatídico “Seven days” (sete dias) de O Chamado, virando a faixa numa contagem regressiva de pavor e deboche. Como terceira entrada da sua série anual de Halloween — que ajudou a consagrá-la como “Rainha do Halloween” —, a música encena sete dias de grotesco divertido para falar de metamorfose e perda de identidade. Cada “dia” intensifica a despersonalização com humor ácido: “spelled my name in finger bones, full name ashton” (soletrei meu nome com ossos de dedos, nome completo Ashton); “woke up without a face / baked my facial features into a cake” (acordei sem rosto / assei meus traços do rosto em um bolo); “bathed in menstrual blood / being evil’s tiresome” (banhei-me em sangue menstrual / ser do mal é cansativo) transforma tabu em ritual de poder; e “hunted down the witches so we could be bestie friends” (cacei as bruxas para virarmos melhores amigas) vira caça às bruxas em sororidade mórbida. No sétimo dia, entre uivo lunar e nudez, “showed the world my boobs” (mostrei meus peitos para o mundo) carimba liberdade corporal e afronta — provocação e rito de passagem.

O refrão derruba a bravata e expõe a rachadura: “I don’t feel like myself anymore / What if I’m rotten?” (não me sinto mais eu mesma / e se eu estiver podre?), medo de apodrecer por dentro enquanto “Malibu barbie bodies are washing up on the shore” (corpos de Barbie Malibu estão aparecendo na beira da praia) satiriza padrões plásticos de beleza. Entre “Debutante deceased” (debutante morta) e “Don’t wake the beast” (não desperte a fera), a identidade idealizada é sacrificada para surgir a persona monstruosa assumida — “Demidevil, demon, little gargoyle girl” (semidiabo, demônio, garotinha gárgula). Há um duplo movimento: o horror funciona como fantasia catártica que liberta desejos sombrios e, ao mesmo tempo, revela vulnerabilidade real. O “sete dias” adiciona suspense e imprevisibilidade, e a paródia natalina garante o contraste zombeteiro: sangue no piso de mármore, risada nervosa e uma protagonista que abraça o que assusta para, paradoxalmente, se reconhecer.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por D4rk e traduzida por Sophia. Legendado por thayy e mais 2 pessoas. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.



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