Maré Me Leva o Céu
Associação Capoeira Lagoa Azul
Resistência e ancestralidade em “Maré Me Leva o Céu”
Em “Maré Me Leva o Céu”, da Associação Capoeira Lagoa Azul, o verso repetido “A maré, a maré me leva o céu” expressa um desejo de transcendência diante das adversidades. O mar, presente em toda a letra, simboliza tanto o sofrimento quanto a esperança de libertação. A referência ao “navio negreiro” e ao “chicote que me faz chorar” conecta a música diretamente à história da escravidão no Brasil, evocando a travessia forçada dos africanos e o sofrimento vivido por eles. Esses elementos históricos reforçam o peso da memória coletiva e a importância de não esquecer as raízes da cultura afro-brasileira.
A menção à “jangada” e ao movimento das ondas sugere a busca por um novo destino, uma tentativa de escapar das dores do passado em direção a algo mais elevado, representado pelo céu. A presença de Iemanjá, divindade das águas no candomblé, amplia a dimensão espiritual da canção. Ao pedir proteção à “mãe Iemanjá”, a música revela esperança e fé, mostrando o mar como um espaço de conexão com os ancestrais e com a espiritualidade afro-brasileira. Assim, “Maré Me Leva o Céu” se destaca como um canto de resistência, memória e identidade, preservando a história e a força cultural por meio da música e da capoeira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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