
Cilada Rock Cabo Frio
Astrikos Katoikos
Na Francisco Mendes, a velha chama
Já viu mais de quarenta anos de cidade
O bar põe guitarra e o rock inflama
Seu velho posto contra a banalidade
Celso conhece o peso dessa história
Viu gerações chegando ao mesmo balcão
Discos mudaram, ficou a memória
E o rock de verdade recusou a rendição
Desde os anos oitenta, tanta coisa passa
Moda aparece, reina e perde a novidade
O bar Cilada continua abrindo a casa
Com amplificador em alta intensidade
Cilada
Deixa a guitarra gritar
Cilada, cilada
Quarenta anos sem baixar
Se Cabo Frio muda de estação
O Cilada sempre deixa o riff responder
O mundo troca sempre de canção
O Cilada põe um rock pra ferver
Já houve festa, moto e madrugada
Amigos que sumiram, outros vêm
Uma geração encontra outra sentada
No endereço que se conhece muito bem
Chamam o Cilada de dinossauro
Sobrevivente de um período ancestral
Melhor jurássico ouvindo rock alto
Que moderno ouvindo sempre tudo igual
Lá fora, outro sucesso toma a praça
Depois desaparece sem deixar sinal
Celso põe mais guitarra pela casa
E o bar prossegue bravamente anormal
A cidade ganhou novos costumes
Outros refrões ocuparam multidões
No Cilada ainda aumentam os volumes
Quando uns drinks exigem distorções
Cilada
Deixa a guitarra dominar
Cilada, cilada
Quarenta anos sem cansar
Se Cabo Frio muda de opinião
Celso deixa o riff responder
O mundo troca sempre de canção
O Cilada põe mais um rock pra ferver
Pode mudar a moda da cidade
Pode outro ritmo ocupar a multidão
O Cilada conserva a identidade
De quem fez do rock sua obstinação
Cilada
Cilada



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