Nos desfiladeiros de rocha calcinada
Retumba o bronze dos escudos de Esparta
Cada hoplita de mandíbula cerrada
Carrega na alma uma sentença marcada

Lanças ressoam nas rajadas de cobre
Elmos coríntios reluzindo ao Sol
O velho oráculo de semblante sábio
Pressente morticínios sob o arrebol

Os reis de Esparta nos mantos escarlates
Consultam deuses na fumaça resinosa
Enquanto os éforos austeros e impassíveis
Vigiam a polis rigorosa e silenciosa

Viva Esparta!

Ó Lacônia de penhascos profundos
Tempera no bronze tua severidade
Que os herdeiros das vigílias dórias
Tragam no peito marcial ferocidade

Na disciplina das falanges helênicas
Range a couraça da brava coesão
E cada marcha nos gargalos bélicos
Soa qual cântico de destruição

Nas Termópilas de penhascos funerários
O bronze estronda sob sandálias de metal
E os arqueiros do império persa tão numeroso
Encobrem horizontes sob negrume mortal

Surge Leônidas de barba tormentosa
Com a couraça tisnada de fuligem
Sua palavra breve, ríspida e poderosa
Incendeia cada fibra da falange

Jamais floresce clemência naquele vale
Somente pactos de severidade
Onde o guerreiro recebe desde a infância
O peso marcial da adversidade

Viva Esparta!

Ó Lacônia de penhascos profundos
Tempera no bronze tua severidade
Que os herdeiros das vigílias dórias
Tragam no peito marcial ferocidade

Na disciplina das falanges helênicas
Range a couraça da brava coesão
E cada marcha nos gargalos bélicos
Soa qual cântico de destruição

Ali o riso vem de rostos cicatrizados
E o vinho amarga nas taças comunais
Anciãos de semblantes endurecidos
Entoam preceitos de guerreiros ancestrais

O próprio vento das montanhas escarpadas
Traz odor de carvão e combustão
E os espartanos de couraças bronzeadas
Celebram glória, guerra e destruição

Viva Esparta!

Ó Lacônia de penhascos profundos
Tempera no bronze tua severidade
Que os herdeiros das vigílias dórias
Tragam no peito marcial ferocidade

Na disciplina das falanges helênicas
Range a couraça da brava coesão
E cada marcha nos gargalos bélicos
Soa qual cântico de destruição

Viva Esparta!

Ó Lacônia de penhascos profundos
Tempera no bronze tua severidade
Que os herdeiros das vigílias dórias
Tragam no peito marcial ferocidade

Na disciplina das falanges helênicas
Range a couraça da brava coesão
E cada marcha nos gargalos bélicos
Soa qual cântico de destruição


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