
Milonga Del Solitario
Atahualpa Yupanqui
Solidão e autenticidade em "Milonga Del Solitario"
Em "Milonga Del Solitario", Atahualpa Yupanqui destaca a importância da autenticidade e da introspecção ao optar por cantar "bajito" (baixinho) e evitar o grito. Essa escolha reflete sua filosofia de vida, que valoriza a simplicidade e a humildade como virtudes essenciais. Ao dizer "gritando no me hallo" (gritando não me encontro) e "el que se larga a los gritos, no escucha su propio canto" (quem se põe a gritar, não ouve seu próprio canto), Yupanqui sugere que a verdadeira expressão artística surge do silêncio interior e da escuta de si mesmo, não da busca por aprovação externa.
A imagem do "león de las sierras, vivo y muero en soledad" (leão das serras, vivo e morro em solidão) reforça o tema da independência e da solidão escolhida, típica de quem prefere a contemplação e a conexão com a natureza à companhia superficial. A canção também aborda a relação entre o homem e a música como forma de expressar sentimentos profundos, como em "el canto es la abierta herida, de un sentimiento sagrau" (o canto é a ferida aberta de um sentimento sagrado). Aqui, o canto representa vulnerabilidade e verdade, um espaço onde não há lugar para piedade ou caridade, mas sim para dignidade e respeito próprio. Ao mencionar a morte e pedir apenas uma cruz simples, ou nada, caso morra "mirando los horizontes" (olhando os horizontes), Yupanqui reforça o desapego material e a aceitação serena do ciclo natural da vida, valores centrais em sua obra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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