
Isso tem que se acabar
Ataulfo Alves Jr.
Crítica à distorção do samba em “Isso tem que se acabar”
A música “Isso tem que se acabar”, de Ataulfo Alves Jr., faz uma crítica clara à forma como o samba tradicional é distorcido durante o carnaval, principalmente pela influência da mídia e pela presença de estrangeiros nas escolas de samba. No trecho “E quando chega fevereiro / Na escola tem muito estrangeiro / Querendo sambar / Bota mulato e mulata de lado / E faz o samba quadrado / P´ra tv focalizar”, o artista denuncia como os verdadeiros representantes do samba – os mulatos e mulatas – são deixados de lado para dar espaço a pessoas de fora, muitas vezes apenas para atender ao interesse das câmeras de televisão. O termo “samba quadrado” indica um samba sem autenticidade, adaptado para agradar ao público externo e à mídia, perdendo a essência e a ginga do samba de raiz.
Esse posicionamento se torna ainda mais relevante ao considerar a trajetória de Ataulfo Alves Jr., que herdou do pai a missão de preservar o samba autêntico. Ao afirmar “Isso um dia tem que se acabar”, ele expressa o desejo de que essa marginalização dos verdadeiros sambistas chegue ao fim, defendendo a valorização dos artistas e da cultura popular. A letra também destaca a beleza e o talento dos sambistas autênticos – “Quanta mulata bonita / Vestida de chita / Querendo sambar / Quanto mulato maneiro / Que faz samba o ano inteiro / P´ra ver sua escola brilhar” –, reforçando a importância de manter viva a tradição e o protagonismo dessas figuras no carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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