
Infidelidade
Ataulfo Alves
Desconfiança e crítica social em "Infidelidade" de Ataulfo Alves
"Infidelidade", de Ataulfo Alves, aborda de forma direta a desconfiança e o sofrimento causados pela traição, especialmente sob a ótica masculina da década de 1940. A canção reflete o contexto social da época, em que a infidelidade feminina era fortemente condenada e vista como ameaça à estabilidade familiar. Isso fica claro em versos como “Uma vida desgraçada / Um lar a mais infeliz”, que associam a traição à destruição do lar e à infelicidade.
A letra também utiliza comparações inusitadas para expressar o sentimento de traição, como em “E eu dono do negócio / Sem saber que havia um sócio / Na firma do nosso amor”, mostrando a surpresa e a decepção do narrador ao descobrir que não era o único na relação. Apesar do tom crítico e generalizador em relação às mulheres, Ataulfo Alves encerra a música com uma ressalva: “Não julgo todas por uma / Pode ser que haja alguma / Com pudor e coração”. Essa passagem demonstra uma tentativa de equilíbrio, reconhecendo que nem todas as mulheres são infiéis. Assim, o samba traduz tanto a dor pessoal da desilusão quanto um retrato das percepções sociais sobre o papel da mulher e a confiança nos relacionamentos na primeira metade do século XX.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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