
Mulata Assanhada
Ataulfo Alves
Contrastes sociais e desejo em "Mulata Assanhada" de Ataulfo Alves
"Mulata Assanhada", de Ataulfo Alves, é uma música que mistura admiração, desejo e humor, mas também carrega referências históricas e sociais que hoje geram debates. O verso “Ai, meu Deus, que bom seria / Se voltasse a escravidão / Eu comprava essa mulata / E prendia no meu coração!” traz um duplo sentido: ao mesmo tempo em que expressa o desejo de "prender" a mulher amada, utiliza uma metáfora ligada ao passado escravocrata do Brasil. Isso reflete estereótipos raciais e de gênero comuns na época em que a canção foi composta, mostrando como a música popular pode reproduzir visões problemáticas do seu tempo.
A letra gira em torno da figura da mulata sambista, celebrada por sua beleza, charme e atitude provocante, como em “fazendo pirraça, fingindo inocente, tirando o sossego da gente”. Ataulfo Alves usa um tom leve e divertido, típico do samba, para transformar o jogo de sedução em algo descontraído. O exagero do narrador, que diz que daria “esse céu, essa terra, este mar” para conquistar a mulata, reforça o clima de brincadeira e exagero amoroso. No entanto, mesmo com esse tom descontraído, a música revela as limitações sociais e culturais do Brasil dos anos 1950, abrindo espaço para discussões sobre representações raciais e culturais na música popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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