
Célia
Augusto Calheiros
Conflito entre fé e paixão em "Célia" de Augusto Calheiros
A música "Célia", interpretada por Augusto Calheiros e composta em 1945 por José Rodrigues de Rezende e Calheiros, aborda o impacto profundo de um amor idealizado que leva o narrador a abrir mão de seus valores e crenças. O verso “subindo o meu Calvário / Carregando a cruz pesada desta vida” faz uma ligação direta com o simbolismo cristão do sacrifício, mostrando como o sofrimento do narrador se intensifica ao abandonar sua "santa cruz" – uma metáfora para sua fé ou princípios – por causa de Célia.
O contexto histórico da canção e a interpretação pessoal de Calheiros reforçam o tom melancólico e reflexivo da letra. No trecho “Covarde eu fui em desprezar / A santa cruz do meu altar / Foi grande a minha ilusão”, o narrador admite o arrependimento por ter deixado de lado sua espiritualidade em busca de um amor não correspondido. Mesmo após o fim do relacionamento, como em “Embora eu veja com tristeza / O nosso amor morrer”, ele ainda pede que Célia “amenize a minha dor”, evidenciando a persistência do sofrimento e a dificuldade de superar a perda. "Célia" se destaca por retratar de forma sincera o conflito entre paixão, fé e as consequências emocionais de escolhas impulsivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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