Estrada de Chão
Aurélio Miranda
Tradição e saudade no sertão em “Estrada de Chão”
“Estrada de Chão”, de Aurélio Miranda, aborda de forma sensível o impacto da modernização no campo, especialmente a substituição das antigas estradas de terra pelo asfalto. O verso “Cobriram de preto a estrada de chão / E mais preto é o luto do meu coração” mostra como a pavimentação representa não só uma mudança física, mas também uma perda emocional para quem viveu o cotidiano sertanejo. Lançada em 1977 e premiada em festival, a música registra um momento de transformação no Brasil rural, servindo como um retrato nostálgico de uma época que se despedia.
A letra destaca personagens como Ferreirinha, João Boiadeiro, Gonzaga, Mineiro e o Negro Tião, figuras que simbolizam a coletividade e a memória do sertão. Ao citar objetos típicos, como esporas, laço, arreio e o berrante, Aurélio Miranda reforça o apego às raízes e à cultura sertaneja. O lamento pelo desaparecimento das “alegres pousadas” e dos amigos de jornada evidencia a saudade de um tempo em que o companheirismo e a vida simples predominavam. O refrão “Grita o peão - ei boi / Na estrada de chão - vai boiada” ecoa as antigas rotinas e reforça o tom de saudade, consolidando a canção como uma homenagem à memória coletiva do campo brasileiro e à resistência das tradições rurais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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