
Geórgia, a carniceira
Ave Sangria
Violência e surrealismo em “Geórgia, a carniceira” da Ave Sangria
“Geórgia, a carniceira”, da Ave Sangria, apresenta uma personagem sombria e quase mitológica, chamada de “a carniceira dos pântanos frios”. A canção constrói um clima macabro e psicodélico, especialmente ao descrever Geórgia jogando boliche com as cabeças “das moças mortas de cio”. Essa imagem reforça o tom de horror e surrealismo, ao mesmo tempo em que sugere uma crítica à violência, ao desejo e à morte, temas frequentes no rock psicodélico brasileiro dos anos 1970.
Expressões como “noites do Deus Satã” e “carne rasgada” intensificam a atmosfera de transgressão e mistério, dialogando com o contexto de censura e repressão da ditadura militar, época em que o álbum foi lançado e rapidamente recolhido das lojas. A letra também traz imagens de decadência e destruição, como em “Ela caminha sorrindo entre os escombros do planeta / Desfeito em cruz, em luz, em poeira de mercúrio e vento branco e lamentos de dor”, sugerindo um cenário pós-apocalíptico. Geórgia surge como símbolo de poder e destruição, podendo representar forças opressoras ou a loucura dos tempos. O mistério em torno de seus olhos, descritos como “duas bolas de sangue rolando no espaço”, reforça seu caráter inumano e fascinante. A música mistura crítica social, imaginação sombria e elementos do folclore nordestino, criando uma narrativa intensa e aberta a diferentes interpretações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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