
O Poeta
Ave Sangria
Crítica social e desencanto em "O Poeta" da Ave Sangria
Em "O Poeta", a Ave Sangria utiliza imagens marcantes para abordar a perda da sensibilidade e da criatividade diante de um mundo opressor. A repetição da ideia do poeta que "suicidou-se de repente" e "deu um teco na ideia" sugere não apenas uma morte literal, mas também o esgotamento mental e emocional. A expressão pode ser entendida tanto como referência ao uso de drogas quanto a um colapso psicológico, reforçando o clima sombrio da música.
O verso "já estarás na pança de um aparelho de TV" faz uma crítica direta à alienação e ao consumo passivo de informações, temas recorrentes na trajetória da banda, que enfrentou censura e sempre abordou questões políticas e culturais de forma simbólica. A desilusão com a sociedade aparece de forma clara em "a inocência corrompeu-se por um prato de feijão com arroz", metáfora que mostra como necessidades básicas podem levar à perda de valores e sonhos. O medo expresso em "Eu tenho medo / Por mim e por vocês / E pelo que vem depois do fim deste mês" amplia o sentimento de incerteza coletiva, refletindo tanto o contexto de repressão vivido pela banda quanto uma crítica atemporal à alienação e à desesperança. Assim, "O Poeta" se destaca como uma reflexão sobre o esgotamento do espírito criativo e a dificuldade de manter a esperança em meio às pressões sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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