
Jeito de Amar
Aviões do Forró
“Jeito de Amar”: desejo, orgulho e jogo desigual no romance
O refrão “Todo mundo tem um jeito de amar” não é só consolo: derruba a ideia de um modelo único de romance. Escrita por Rita de Cássia e lançada pelo Aviões do Forró em 2003, “Jeito de Amar” sugere que homens e mulheres vacilam do mesmo jeito entre orgulho e recaída, desmontando os papéis fixos de quem “sofre” e de quem “faz pouco caso”.
A letra mostra um relacionamento de idas e vindas. Num dia a pessoa diz “te amo” e, no seguinte, age como se nada tivesse acontecido: “Parece esqueceu a nossa noite de amor”. Daí vem o conflito do narrador, que tenta se impor limites, mas cede ao impulso: “Prometo não vou mais te procurar / Mas acho que eu não vou segurar, eu vou ligar pra você”. O refrão corta a ilusão de compromisso e expõe a troca desigual: “Mas eu não vou sair pra gente namorar, só se divertir / no outro dia você nem liga pra mim”. As repetições reforçam o ciclo e o tom de conversa direta, com expressões do dia a dia (“não vou segurar”, “vou ligar”). O bordão de palco “Olha o dedin” funciona como provocação bem-humorada, ironizando o gesto de ligar ou fazer pouco caso — a “leveza arretada” do forró tempera a frustração. A mistura de sinceridade coloquial com melodia pegajosa, marca de Rita de Cássia, ajudou a canção a grudar no público e a consolidar o Aviões do Forró no começo dos anos 2000.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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