
A Marcha
Azagaia
Protesto e esperança popular em "A Marcha" de Azagaia
"A Marcha", de Azagaia, se destaca por transformar a indignação coletiva em um chamado direto à ação. O refrão repetido — “Ladrões, fora / Corruptos, fora / Assassinos, fora” — serve como um grito de união, convocando a população a expulsar do poder aqueles que perpetuam injustiças. Azagaia vai além da denúncia da corrupção e do enriquecimento ilícito dos dirigentes: ele mostra como essas práticas impactam o dia a dia do povo, do trabalhador mal pago ao jovem sem perspectivas. Ao mencionar episódios como o "Paiol de Malhazine" e a desigualdade entre províncias, o rapper conecta problemas estruturais a experiências pessoais, tornando sua crítica mais próxima da realidade moçambicana.
O contexto histórico e social de Moçambique é essencial para entender a força da música. Azagaia se coloca ao lado do povo, compartilhando dores e frustrações, e critica tanto os governantes quanto a passividade de quem "só és do povo até que eles te comprem". A letra propõe soluções como auditorias, transparência e limitação de salários, e questiona o luxo dos dirigentes diante da pobreza generalizada. Ao afirmar “Abaixo o pacifismo, vamos andar de cabeça erguida / Nem que pra isso tenhamos que sacrificar alguma vida”, Azagaia expressa a urgência do momento e sugere que a luta por justiça pode exigir sacrifícios. "A Marcha" se tornou um hino de protesto por traduzir, de forma clara e engajada, o sentimento de revolta e a esperança de mudança de uma população cansada de esperar por soluções vindas de cima.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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