
Abre Caminho
Baco Exu do Blues
Resistência e ancestralidade em “Abre Caminho” de Baco Exu do Blues
Em “Abre Caminho”, Baco Exu do Blues utiliza referências religiosas afro-brasileiras como símbolos de resistência e afirmação da identidade negra. Ao mencionar Exu, orixá responsável por abrir caminhos, e Iemanjá, Baco reforça suas raízes e reivindica o direito de ocupar espaços sem pedir permissão, como expressa no verso: “Não foi pedindo licença que cheguei até aqui”. A presença de elementos do candomblé e a menção direta a Exu e Iemanjá conectam a trajetória do artista à ancestralidade e à espiritualidade, destacando que sua caminhada é guiada por forças maiores e por uma herança cultural frequentemente marginalizada na sociedade brasileira.
A crítica social aparece de forma clara e incisiva, principalmente nos versos: “A justiça é cega vê tudo negro / Por isso todo culpado é negro / Todo morto é negro”. Nesses trechos, Baco denuncia o racismo estrutural e a seletividade do sistema judicial brasileiro, mostrando como a cor da pele influencia o destino de muitos. Ao dizer “Meu som é o braile do gueto”, ele se coloca como porta-voz daqueles que não são vistos ou ouvidos, transformando sua música em um instrumento de comunicação e resistência. Além disso, Baco valoriza suas origens nordestinas e desafia a centralização do rap no eixo Rio-São Paulo, reforçando que o topo também pertence aos pretos e periféricos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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