
Deu Meia Noite
Baco Exu do Blues
Espiritualidade e resistência em “Deu Meia Noite” de Baco Exu do Blues
Em “Deu Meia Noite”, Baco Exu do Blues utiliza a repetição de “Deu meia-noite, a Lua se escondeu” para marcar um momento de transição e introspecção. Esse trecho simboliza o mergulho em um estado de vulnerabilidade, onde o artista busca proteção espiritual. A presença de expressões como “Laroyê” e a referência à “mão esquerda das minhas intenções” conectam a música à cultura afro-brasileira, especialmente à figura de Exu, orixá ligado à comunicação, aos caminhos e às dualidades. Assim, Baco recorre à ancestralidade e à espiritualidade como formas de proteção e força diante das dificuldades.
A letra aborda temas como falsidade, culpa, traumas e a necessidade de autopreservação, dialogando com a proposta do álbum “HASOS” de tratar humildade, perdão e autoperdão. Versos como “Me queriam monstro, virei monstro pra não me assombrarem” e “Minha inocência virou raiva por necessidade” mostram como a dor e o preconceito forçam uma transformação como mecanismo de defesa. O verso “Quem vai cuidar dos traumas da sua criança?” destaca a importância de enfrentar feridas do passado, sugerindo a busca por terapia e cura, algo que o próprio Baco ressaltou ao explicar o conceito do álbum. A menção ao “corte seco” e à resistência reforça o tom confessional e de sobrevivência, enquanto o refrão “Ore enquanto puder, mantenha a fé... mantenha o axé” reafirma a importância de manter a espiritualidade e a esperança mesmo nos momentos mais difíceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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