
Dois Amores
Baco Exu do Blues
Contradições do amor e da cidade em “Dois Amores”
Em “Dois Amores”, Baco Exu do Blues explora a intensidade do sofrimento causado por relações amorosas múltiplas. A repetição marcante de “Dói, dói, dói, dói, dói / Um amor faz sofrer, dois amor faz chorar” destaca como amar mais de uma pessoa não traz mais felicidade, mas sim um peso emocional ainda maior. Essa dualidade é central não só na música, mas também no álbum “Quantas Vezes Você Já Foi Amado?”, onde Baco reflete sobre diferentes formas de amor, incluindo o amor próprio e o amor pela comunidade.
A letra traz referências à cultura pop, como Doja Cat e o filme “Kids”, para ilustrar um cotidiano urbano marcado por excessos e busca de escapismo. Elementos como “Saint Giorgio Maggiore, Dior, vinho caro, dinheiro sem tinta” apontam para o desejo de luxo e fuga da realidade. Ao mesmo tempo, versos como “Moro em um país tropical / Afogado no crime, minha tropa é na praia” e “Sou de Salvador onde guerras não encontram o final” conectam o sofrimento amoroso à vida difícil em Salvador, especialmente no “Nove”, bairro de origem do artista. O uso do ponto de Pomba Gira e dos atabaques afro-brasileiros reforça a dimensão espiritual da dor, mostrando como ela atravessa tanto o corpo quanto a cultura de Baco. Assim, “Dois Amores” vai além do drama romântico, tornando-se um retrato sincero das contradições entre prazer, dor, pertencimento e sobrevivência no contexto urbano e periférico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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