Religiosidade e identidade híbrida em “Esú” de Baco Exu do Blues
A música “Esú”, de Baco Exu do Blues, explora a fusão entre referências religiosas afro-brasileiras e questionamentos existenciais, criando um diálogo entre o sagrado e o profano. O título faz referência direta a Exu, entidade ligada à comunicação e aos caminhos, e essa dualidade aparece quando o artista se descreve como “metade homem, metade Deus”. Essa autodefinição sugere uma identidade híbrida, poderosa e, ao mesmo tempo, temida, refletindo a influência de Exu e a ideia de transgressão presente na mitologia da entidade.
Baco também incorpora referências literárias e culturais, como “a arte de Arthur Rimbaud” e “Machado de Assis”, além de elementos da cultura afro-brasileira, como Xangô e Ossanha, e figuras mitológicas como Thor e Jorge (São Jorge). Ao se autodenominar “poeta maldito perito na arte de Arthur Rimbaud” e mencionar estar “entre o Machado de Assis e o de Xangô”, ele se coloca como alguém que transita entre poesia, boemia e religiosidade. A repetição de “medo de mim” destaca o desconforto que sua autenticidade provoca tanto no divino quanto no terreno. O verso “a dor some ao ver que os deuses têm inveja dos homens” inverte a lógica tradicional, sugerindo que a experiência humana é desejada até mesmo pelas divindades. Por fim, ao questionar “O mundo é fruto da nossa imaginação / Será que somos deuses ou a sua criação?”, Baco amplia o debate sobre identidade, autoria e transcendência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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