
Fugindo do Espelho
Baco Exu do Blues
Conflito interno e vaidade em “Fugindo do Espelho” de Baco Exu do Blues
Em “Fugindo do Espelho”, Baco Exu do Blues aborda de forma direta a autossabotagem e o medo de encarar as próprias inseguranças. No trecho “Ando mentindo pra mim mesmo / Fugindo do espelho pra ele não me mostrar / Que não mereço os elogios que recebo”, o artista revela o contraste entre a imagem de sucesso que projeta e a sensação de não ser digno desse reconhecimento. Esse conflito é recorrente na obra de Baco, que já declarou em entrevistas como lida com a pressão de corresponder às expectativas externas enquanto enfrenta dúvidas internas.
A música também explora a dualidade entre vaidade e vulnerabilidade. Quando Baco se descreve como “gostoso e rico”, “preto, negrão em negrito” e fala sobre festas e ostentação, ele usa a ironia para mostrar que essa autoconfiança é, muitas vezes, uma defesa contra suas fragilidades. Ao se comparar a um “quadro de Basquiat”, ele sugere que sua complexidade e até suas falhas são vistas como arte pelo público, mesmo que isso traga desgaste emocional. A repetição de “eu romantizo minhas falhas / minha arte é degradê das minhas migalhas” reforça como Baco transforma suas imperfeições em expressão artística, mas também denuncia o peso desse processo. O espelho, nesse contexto, simboliza o confronto com a verdade interna, algo que o artista evita ao se refugiar na imagem construída para o mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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