
Jovem Preto Rico
Baco Exu do Blues
Racismo e afirmação em “Jovem Preto Rico” de Baco Exu do Blues
Em “Jovem Preto Rico”, Baco Exu do Blues destaca como o sucesso financeiro de um homem negro não elimina o racismo estrutural. A repetição da frase “jovem, negro e rico, isso é perigoso” funciona como um alerta: mesmo com ascensão social, a sociedade continua a enxergar corpos negros com desconfiança e ameaça. Baco usa esse verso como um mantra provocativo, mostrando a contradição de um país que valoriza o sucesso, mas não abandona o preconceito racial. O artista desafia a ideia de que o dinheiro protege o negro, deixando claro que o racismo persiste independentemente da riqueza.
A letra mistura ostentação e vulnerabilidade. Em “atravesso a cidade no meu carro novo”, Baco mostra o orgulho de suas conquistas, mas logo revela a tensão de ser alvo de violência e julgamento: “Tô sensível, frágil, negro caco de vidro / Se tentar pisar, eu encho o chão de vermelho”. O trecho “Que criança? Eu fumo, eu cheiro (é assim que eles querem nos ver) / Já matei e já roubei, sou sujeito homem (não dê esse gosto a eles)” ironiza os estereótipos impostos à juventude negra e denuncia a pressão para corresponder ou resistir a essas expectativas. Ao repetir “nós somos” e “me atura, caralho”, Baco reafirma sua identidade e exige respeito, enfrentando uma sociedade que insiste em marginalizar jovens negros, mesmo quando eles conquistam espaço e visibilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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