
O Culto
Baco Exu do Blues
Rituais urbanos e resistência em “O Culto” de Baco Exu do Blues
Em “O Culto”, Baco Exu do Blues transforma práticas religiosas tradicionais ao colocar o prazer, o corpo e o hedonismo no centro de uma nova celebração coletiva. A repetição de “Sarra, cheira, fode é o culto” funciona como um mantra, subvertendo ritos convencionais e criticando a hipocrisia das instituições religiosas. O artista propõe uma comunhão baseada na vivência urbana, no desejo e na resistência negra, destacando a força e a identidade de grupos marginalizados. Expressões como “Facção Carinhosa” e “Só os quebra taça” reforçam o sentimento de pertencimento e a valorização da coletividade, mesmo diante da marginalização.
A música também traz uma reinterpretação da figura messiânica ao afirmar “Jesus voltou, é o hiphop, uma mulher preta”, desafiando padrões eurocêntricos e patriarcais e colocando a cultura hip hop e a negritude no centro da salvação e da resistência. Ao abordar a violência cotidiana com “meus irmãos trocam tiros / recebem tiros”, Baco evidencia a realidade enfrentada por jovens negros. Já em “Pixam símbolos de facção / essa é a arte da guerra”, ele sugere que a arte e a sobrevivência são formas de resistência. Críticas à sociedade digitalizada aparecem em “Digitalizaram o inferno e o chamam de um paraíso”, apontando para a alienação contemporânea. A referência a Dionísio, deus do vinho e do êxtase, conecta o culto moderno à ancestralidade e à busca pelo prazer como forma de enfrentamento e afirmação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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